FAI participa do XIV Congresso Brasileiro de Atividade Motora Adaptada com apresentação de pesquisas sobre TEA e psicomotricidade
FAI participa do XIV Congresso Brasileiro de Atividade Motora Adaptada com apresentação de pesquisas sobre TEA e psicomotricidade
Os estudos passaram previamente por avaliação científica para aprovação no congresso, destacando a relevância acadêmica das produções
28/05/26, às 17h38
Profª Dra. Gabriela Gallucci Toloi
Revisão de:
A FAI - Centro Universitário de Adamantina marcou presença no XIV Congresso Brasileiro de Atividade Motora Adaptada, realizado entre os dias 27 e 30 de abril, em Manaus, com a apresentação oral de três trabalhos científicos voltados à inclusão, psicomotricidade e desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Os trabalhos apresentados foram resultado de ações articuladas entre pesquisa e extensão universitária desenvolvidas pela instituição, envolvendo docentes, alunos egressos e ingressos da FAI, além de profissionais da APAE de Adamantina. Os estudos passaram previamente por avaliação científica para aprovação no congresso, destacando a relevância acadêmica das produções desenvolvidas pelo grupo.
Representando presencialmente a equipe no congresso, a Profª Dra. Gabriela Gallucci Toloi destacou a importância da construção coletiva e interdisciplinar dos trabalhos.
“Mais do que apresentar pesquisas, participar do congresso representou a oportunidade de compartilhar experiências construídas coletivamente entre docentes, estudantes, profissionais e egressos. Esse movimento evidencia a força da pesquisa e da extensão na transformação social e na formação acadêmica”, ressaltou a professora.
Entre os estudos apresentados, esteve o trabalho “Processo de Aplicação de teste psicomotor sob uma abordagem didático-pedagógica para crianças com TEA”, desenvolvido pelas professoras Gabriela Gallucci Toloi e Simone Leite Andrade, em parceria com os pesquisadores e egressos Matheus Lima Segura e Luiz Francisco Rosenbaum.
Outro trabalho apresentado abordou a “Psicomotricidade aplicada a crianças com transtorno do espectro autista: relato de experiência”, desenvolvido pelas acadêmicas Maria Clara Carvalho, do curso de Educação Física, e Isabela Leite Andrade, do curso de Psicologia. Durante o desenvolvimento das atividades, Isabela ficou responsável pelas observações em diário de campo dentro do contexto observacional das intervenções, contribuindo para a análise qualitativa e acompanhamento dos participantes.
Também integrou a programação científica o trabalho “Entre teoria e prática: experiência em intervenção psicomotora no desenvolvimento da criança com TEA”, desenvolvido pela acadêmica Isabela Sgorlon Guanho. As acadêmicas e pesquisadoras da área da Educação Física atuaram diretamente na aplicação das provas motoras e na construção da Comunicação Suplementar e Alternativa (CSA), contribuindo para a adaptação das atividades e ampliação das possibilidades de interação das crianças participantes.
A execução das intervenções contou ainda com a participação fundamental da educadora física Mariane Kamile de Paiva Zapparoli e da psicomotricista Carla Juliana Sichieri Peres, profissionais da APAE de Adamantina, que colaboraram diretamente na realização das atividades e no acompanhamento das crianças durante o processo interventivo.
A participação da Profª Ma. Simone Leite Andrade foi fundamental para o desenvolvimento das pesquisas, especialmente na organização metodológica, análise estatística e interpretação dos dados coletados. Com formação na área da Matemática, sua atuação agregou rigor científico aos estudos e contribuiu para uma compreensão mais aprofundada dos resultados obtidos.
A presença de uma profissional de outra área do conhecimento dentro das pesquisas reforçou o caráter interdisciplinar da proposta, enriquecendo os achados científicos e ampliando as possibilidades de análise e compreensão das intervenções realizadas com crianças com TEA.
“A interdisciplinaridade amplia nosso olhar e fortalece a produção científica. Quando diferentes áreas dialogam, conseguimos compreender os resultados de maneira mais completa e construir propostas mais significativas para a inclusão e para a atividade motora adaptada”, destacou a Profª Ma. Simone Leite Andrade.
Além da relevância científica dos trabalhos apresentados, a participação no congresso também representou uma experiência significativa de formação acadêmica para os estudantes envolvidos. Embora não seja comum a participação de acadêmicos em eventos científicos de abrangência nacional fora da região, o processo de elaboração, submissão, correção e reapresentação dos trabalhos proporcionou vivências importantes relacionadas à pesquisa científica e à construção do conhecimento.
Para muitos dos acadêmicos envolvidos, esta foi a primeira experiência participando de um congresso científico nacional. Vivenciar o processo de escrita, avaliação, correções e aprovação dos trabalhos representou não apenas um desafio acadêmico, mas também uma conquista coletiva. A oportunidade de integrar uma produção científica de alcance brasileiro despertou nos estudantes o sentimento de pertencimento à pesquisa e fortaleceu o interesse pela continuidade da trajetória acadêmica e científica.